DIVINO - O nosso maior de todos...
Filho do Divino Domingos da Guia,
herdou o apelido do pai logo quando chegou a Sociedade Esportiva
Palmeiras. E aqui eternizou a alcunha, se eternizou, fez historia
nas duas Academias, foi e é herói, rei, nunca vilão. Nem Pelé
vestiria o manto verde tao bem quanto Ademir da Guia. O nosso maior
de todos. O Pelé branco.
Talvez tenha sido o maior injustiçado do futebol brasileiro, em
relação a Seleçao Brasileira, jogou apenas 12 partidas, nao fez
nenhum gol. Se despediu na derrota para a Polonia na disputa do
terceiro lugar na Copa da Alemana-74, foi substituido no intervalo.
Um pecado, um erro, um tapa na cara do bom futebol.
Inicou a carreira no Ceres (RJ), nas categorias de base. Passou por
Bangu. E fez história de 1962 a 1984 na Sociedade Esportiva
Palmeiras.
Maior campeão da nossa História - 17 títulos
5 Campeonato Paulista: 1963, 1966, 1972, 1974 e 1976.
1 Torneio Rio-São Paulo: 1965.
1 Torneio IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro: 1965.
1 Taça Brasil: 1967.
2 Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1967 e 1969.
3 Troféu Ramón de Carranza (Espanha): 1969, 1974 e 1975.
1 Torneio Laudo Natel: 1972.
1 Torneio Mar del Plata (Argentina): 1972.
2 Campeonato Brasileiro: 1972 e 1973.
Partidas pelo Palmeiras: 903 (recordista do clube)
Partidas oficiais: 980
Gols pelo Palmeiras: 157 (3° maior goleador do clube)
Gols na carreira: 165
Frases:
"Ademir da Guia, tens o nome, o sobrenome e a bola do craque". -
Armando Nogueira, Jornalista e Cronista Esportivo.
"A gente brincava de 'bobinho' nos treinos e tentava fazer o Ademir
ir para o meio. Todo mundo tocava para ele com efeito, mas não
tinha jeito. Do jeito que a bola viesse ele dominava. Eu não me
lembro de uma única vez em que o Ademir tenha ido para o meio da
roda." - Leivinha, ex-jogador, jogou com Ademir no Palmeiras e foi
à Copa de 1974.
"Sem Ademir da Guia o Palmeiras é menos Palmeiras" - Treinador
Rubens Minelli ainda nos anos 60.
"Ele está jogando demais. É para o Palmeiras o que o Pelé é para o Santos. Quem ganhou do Fluminense não foi o Palmeiras, foi o Ademir da Guia". - Zagallo, em 1971, sobre a derrota do Fluminense para o Palmeiras na Copa Libertadores daquele ano.
POEMA
Ademir da Guia
(João Cabral de Melo Neto)
Ademir impõe com seu jogoo ritmo do chumbo
(e o peso),da lesma, da câmara lenta,do homem
dentro do pesadelo.
Ritmo líquido se infiltrando no adversário,
grosso, de dentro,impondo-lhe o que ele
deseja,mandando nele, apodrecendo-o.
Ritmo morno, de andar na areia,de água doente
de alagados,entorpecendo e então atando o mais
irrequieto adversário.
MÚSICA
O Filho do Divino
(Arnaud Rodrigues)
Obrigado Domingos
Pois que deste ao mundo
Um filho Divino
Dez de ouro de lei
Do quilate mais fino
E assim quis o destino
Que as passadas do pai
O filho fosse o seguidor
Na passada sublime
Seus cabelos de fogo
São fios de vime
Ele é filho do mestre
Do mostro de um time
Que o mundo define
Como um criador
Dos verdes campos mundiais
Entre urros e gritos
Humilde rei
E seu nome entre os mitos
Eu cantarei
Força nos pulmões
Vibrem corações
Torçam com os passes
Deste Mágico Divino
Igual ao pai
Porque hoje é domingo
Ele faz o que fez
Em mil outros domingos
Ele pisa na grama
E ela fica sorrindo
E um gol explodindo
Obrigado Domingos
Por nos dar um novo Guia.
OBRIGADO DIVINO... AGRADEÇO POR TER VESTIDO NOSSO MANTO...
Na proxima semana estaremos publicando a história de outro ídolo palestrino!


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